Confira quais as piores contratações do Barcelona nos últimos anos.
O Barcelona, apesar de ser um dos clubes mais vitoriosos e influentes da história do futebol, também acumulou uma série de contratações muito caras que não corresponderam às expectativas, inclusive que levaram a uma crise financeira e problemas com fair-play. Aqui estão as piores contratações do Barcelona levando em conta o alto custo e o baixo retorno técnico:
⚠️ Principais contratações caras que foram decepção:
1. Philippe Coutinho
Por €135 milhões, o brasileiro no auge da sua carreira ingressou do Liverpool em 2018 com grandes expectativas. Coutinho começou bem, contudo, nunca se encaixou no estilo do Barça, oscilou muito, e foi emprestado ao Bayern, onde foi campeão da Champions, contra o próprio Barcelona, no 8 a 2 nas quartas de final da temporada 19/20. Inclusive, Coutinho marcou dois gols, aplicando a implacável lei do ex.
Entre os principais motivos de não fazer dar certo no Barcelona, podemos destacar o estilo de jogo que o prendia na ponta esquerda. No Liverpool de Klopp, o brasileiro tinha mais liberdade e não sofria com a figura central de Messi, ou seja, o time precisava jogar para o argentino, algo que não deu certo devido ao esquema e a crise financeira. Coutinho chegou após a venda de Neymar ao PSG por €222 milhões, portanto, parte do investimento foi com Philippe.
No entanto, as altas expectativas devido ao alto valor pago, em conjunto com a rotação de técnicos, lesões e problemas musculares e também algumas discordâncias com a torcida, fizeram ser uma decepção.
Além disso, símbolo do declínio financeiro do clube. O Barcelona amaurguou várias temporadas com elencos fracos e por regras de fair-play financeiro da LaLiga, teve que safricic8seus melhores jogadores, incluindo Lionel Messi. Contudo, o brasileiro fez 25 gols e 14 assistências em 106 partidas.
2. Antoine Griezmann: chegou como craque mas se tornou uma das piores contratações do Barcelona nos últimos anos
Por €120 milhões, chegou do Atlético de Madrid em 2019. Portanto, valor astronômico escancarou ainda mais a crise financeira devido a má gestão do presidente anterior.
No entanto, não conseguiu render o esperado e não superou as expectativas, ou seja, trata-se de um jogador campeão da Copa do Mundo pela França e artilheiro da Eurocopa de 2016 mostrando todo seu potencial. Contudo, não se encaixou no esquema de jogo catalão.
Pois, já com um estilo definido, não se adaptou bem ao sistema do Barcelona no primeiro ano, mesmo sendo um craque. No segundo ano melhorou, porém, encerrou sua trajetória no Barça no começo da sua terceira temporada pelo clube com 102 gols, 35 gols e 17 assistências, números que não chegam a ser ruins, porém, não superou as expectativas pelo valor contratado.
Logo, repassado por empréstimo novamente ao time de Simeone onde não sofreu para se readaptar, assim, se tornou o maior artilheiro da história do Atlético de Madrid. Griezmann revelou que o treinador argentino deixa o livre em campo para atuar e ajudar como quiser. Ao contrario Barcelona, normalmente atuou como ponta esquerda. O Atlético pagou €10 milhões pelo empréstimo de retorno e com clausura de contrato de €40 milhões se cumprisse exigências previstas.
Caso atuasse 50% dos jogos em LaLiga por mais de 45 minutos, havia uma cláusula que obrigaria pagar 40 milhões. Após Simeone não ceder, em outubro de 2022, os clubes chegaram a um acordo e os colchoneros compraram o jogador em definitivo por 20 milhões de euros, ou seja, metade do preço.
Em resumo, se foi um péssimo negócio para o Barça, um ótimo negócio para o outro lado. Pois ganhou muita grana ao vendê-lo e pagou uma pechincha para seu retorno.
3. Arthur Melo
Arthur Melo, destaque do Grêmio no título da Libertadores em 2017 e melhor jogador da final, chamou a atenção por um estilo de jogo comumente apreciado pelo Barcelona, ou seja, passes curtos, triangulação e muita movimentação.
O Barcelona pagou €31 milhões ao tricolor gaúcho. Arthur começou bem fazendo boa pré temporada e apelidado de “novo Xavi”. Porém, não se deu bem assim, aos poucos, o volante brasileiro perdeu a titularidade e os bons desempenhos.
Contudo, as lesões e problemas interdisciplinares atrapalharam sua carreira, principalmente no Barça. Assim, negociado com a Juventus por €80 milhões numa negociação que Miralem Pjanić fez o caminho inverso, mas, veremos que esse jogador também não rendeu.
Assim, o Barcelona conseguiu algum retorno pela venda de Arthur. Mesmo que o brasileiro tenha rodado por empréstimo por alguns clubes, na equipe catalã obteve o maior número de jogos.
4. Miralem Pjanić
O Bósnia chegou €60 milhões (Juventus – 2020, em troca com Arthur). A troca tinha o intuito de beneficiar ambos os lados, contudo, nenhum e nem outro.
O jogador chegou em declínio físico, nunca se firmou e teve pouco impacto. Em 30 partidas, não fez nenhum gol e não contribuiu com nenhuma assistência. Além disso, negócio envolto em polêmicas financeiras e de fair-play.
Logo, emprestado para o Beşiktaş da Turquia e se tornou mais um meia que não deu certo na Espanha. Trata-se de um armador muito criativo, com ótimos passes, chutes colocados e bolas paradas, incluindo cobranças de faltas, entre esses e outros atributos, chamaram a atenção, atributos clássicos de um camisa 10. No elenco, Pjanić esteve longe de viver o auge que teve na Itália atuando por Roma e Juventus.
Imagem destaque: reprodução/FC Barcelona

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