Dos jogadores da Alemanha em 2014, seleção histórica por ganhar a Copa do Mundo e golear o Brasil por 7 a 1, poucos jogadores estão em atividade de todo o elenco de 23 jogadores.
Alguns se aposentaram no auge de suas respectivas carreiras como é o caso de Toni Kroos, se despediu das quatro linhas com título da UCL de 2024 e sendo um dos melhores do mundo na posição, em resumo, um “maestro silencioso” que comandava a equipe com visão de jogo e elegância, portanto, meia regente que o Real tem demorado para encontrar.
Por outro lado, ótimos dois nomes ainda continuam desempenhando bom futebol. Thomas Muller continua em bom nível.
Além disso, ídolo máximo do Bayern de Munique, contudo, Muller deixou a Baviera depois de dedicar sua carreira inteira ao clube, ou seja, foram 17 anos de sucesso com 33 troféus, entre eles 13 vezes a Bundesliga e 2 vezes a UCL.
Thomas completou 755 jogos, portanto, o jogador com mais jogos pela história do Bayern e sendo o terceiro maior artilheiro da história com 250 gols, atrás apenas de Gerd Muller e Robert Lewandowski. Também contribuiu com 276 assistências.
Mas não só isso, colocado como jogador que interpreta os espaços. Ou seja, legado que perdura o jogador por ser inteligente por conseguir usufruir dos espaços em campo e criar oportunidades de gol. Algo que o coloca em várias posições dentro de campo, porém, nunca com uma função fixa. “Raumdeuter” é a palavra em alemão que define a função.
Depois de deixar o Bayern em julho de 2025, aos 36 anos ingressou no Vancouver Whitecaps da MLS.
Além de Muller, confira os outros nomes que ainda não se aposentaram
Matthias Ginter: convocado em 2014 e segue carreira como zagueiro/médio, tinha apenas 20 anos quando jogou a Copa do Mundo, ao que também estreou pela seleção principal. Portanto, um dos nomes menos conhecido daquela seleção que vinha em ascensão e explosão no futebol do país, jovem promessa mostrava maturidade na Bundesliga pelo Freiburg e podia atuar em duas posições, tanto como zagueiro, quanto volante de contensão. Contudo, não atou nenhum minuto na competição e soma apenas um minuto em Copas, minuto jogado na edição de 2022 na fase de grupos contra a Costa Rica. Aos 31 anos está no Freiburg, clube que o revelou, contudo, jogou também por Dortmund e Mönchengladbach;
Julian Draxler: considerado grande promessa em ascensão no meio de campo, por isso, convocado em 2014. Tem carreira posterior que segue no futebol profissional. Porém, pode ser considerado um os maiores “flop” da Alemanha e do futebol europeu nos últimos dez anos. Pois, se esperava muito do meia articulador talentoso e com uma canhota criativa e com ótimos chutes. Em resumo, teve lampejos de craque no Wolfsburg, logo, se transferiu para o PSG onde viveu entre altos e baixos e completou de 198 jogos com com 26 gols e 40 assistências. Também teve passagem pelo Benfica e atualmente aos 32 anos joga na liga do Qatar, liga em que o salario é muito atrativo. Com 58 jogos pela seleção, disputou 14 minutos da partida do 7 a 1 contra o Brasil;
Manuel Neuer
Entre os jogadores da Alemanha 2014, o goleiro lendário em atuação no Bayern de Munique. Mesmo que não esteja mais no auge, considerado um dos melhores goleiros da história. Além disso, se tornou o goleiro com mais jogos em Copa do Mundo. Figura central da seleção a vários anos a fio, ganhou o premio da Luva de Ouro na Copa de 2014 e fez milagres em todas as Copas que jogou.
No próprio jogo contra o Brasil em 2014, pegou dois chutes a queima roupa de Paulinho, também fez defesa espetacular no chute de Benzema contra a França. Capitão da edição de 2022, representa a identidade alemã de ótimos goleiros, além disso, aos 39 anos é visto como um goleiro que mudou a posição ao ser muitas vezes um líbero, ou seja, não se esconde de baixo das traves;
Jogadores da Alemanha 2014: Mario Götze, autor do gol do título
Despontou muito jovem no Borussia Dortmund, sendo peça-chave do time de Jürgen Klopp que conquistou a Bundesliga e encantou a Europa. Com seu estilo intenso que chegou na final da UCL em 13/14.
Em 2014, viveu o auge ao marcar o gol do título da Alemanha na final da Copa do Mundo contra a Argentina na sofrida prorrogação. Depois, sua carreira foi marcada por altos e baixos, a passagem pelo Bayern não rendeu o esperado, e problemas físicos. Incluindo a miopatia metabólica diagnosticada em 2017 afetaram seu rendimento e continuidade.
Mesmo assim, Götze voltou ao Dortmund, recuperou parte do protagonismo e seguiu mostrando talento técnico, mantendo-se como um jogador respeitado por ter vivido momentos de brilho absoluto, mesmo enfrentando desafios constantes com lesões e saúde. Atualmente aos 33 anos, joga pelo Eintracht Frankfurt, onde acumula experiência e agrega em qualidade técnica num clube que sempre está em competições europeias. Contudo, entre titular e reserva, acumula baixa por problemas físicos.
Imagem destaque: reprodução/FIFA
