Porque o Athletic Club só contrata jogadores Bascos

Porque o Athletic Club só contrata jogadores Bascos? Entenda!

Futebol Espanhol

Porque o Athletic Club só contrata jogadores Bascos? O Athletic Club de Bilbao tem uma política única no futebol mundial. Ou seja, só utiliza jogadores nascidos ou formados futebolisticamente no País Basco (região que abrange parte do norte da Espanha). A região do país Basco é uma região autônoma, mas não independente. Na mesma região, outros clubes tradicionais da Espanha também fazem parte, como exemplo mais relevante, a Real Sociedad, clube da cidade de San Sebastián, cidade a 100km de Bilbao, cidade do Athletic.

Contudo, a Real abandonou em 1989 a regra de recrutar apenas jogadores nascidos ou criados nas categorias de base. Portanto, abriu as portas para jogadores estrangeiros. O clube tinha como objetivo ser mais competitivo, porém, não se destacou em títulos e poucas vezes chegou em competições europeias.

Assim, o Bilbao manteve sua tradição chamada de “Cantera Policy”. Política que limita a busca de jogadores, abrangendo uma região limitada. Por isso, os jovens que se destacam são colocados na base para ingressar ao time principal, política que começou por parte da equipe em 1912.

Porque o Athletic Club só contrata jogadores Bascos? Entenda os motivos principais são:

1. Identidade cultural:
O Athletic é visto como um símbolo da cultura e do orgulho basco. O clube usa a política como forma de reforçar a ligação entre o time e sua comunidade;

2. Tradição histórica:
Desde a fundação (1898), o clube priorizou atletas locais. Mesmo quando outros times espanhóis começaram a contratar estrangeiros, o Athletic manteve a filosofia;

3. Formação de talentos:
Essa política fez o clube investir muito em categorias de base (como a de Lezama), revelando craques como Pichichi, Zubizarreta, Julen Guerrero, Fernando Llorente e Iker Muniain. Portanto, é algo que deu certo por muito tempo, pois, o clube é considerado em títulos, o terceiro maior do país. Pichichi(Rafael Moreno Aranzadi), nasceu em Biscaia e dedicou sua carreira inteira ao clube, ou seja, de 1911 a 1921, marcou 83 gols em 88 jogos, ganhou 4 Copas do Rey e também 5 campeonatos regionais em sua cruta carreira. Devido a seus grandes desempenhos no início do século, o jornal Marca em 1953, instruiu o nome do troféu de artilheiro do campeonato espanhol para troféu Pichichi, trinta anos após sua morte;

Exceções e flexibilidade:

Hoje a regra não é apenas “nascer no País Basco”: jogadores que se formaram em clubes da região, mesmo não sendo bascos de nascimento, também podem jogar. Exemplos: Aymeric Laporte (francês, mas criado no Athletic vendido por € 65.00 mi ao Manchester City em 2018 e voltou em 2025) e Fernando Amorebieta (nascido na Venezuela, mas criado em Lezama);

Os irmãos Iñaki e Nico Williams são exemplos de uma administração em tempor recentes. Com pais ganeses, nasceram no País Basco e se consolidaram como ótimos jogadores. Iñaki, líder e exemplo de longevidade (recordista de jogos consecutivos em La Liga), por outro lado, Nico está numa crescente, ponta titular da seleção, muito habilidoso e veloz, cogitado em outros grandes clubes.

Em resumo, essa filosofia tem prós e contras, mantém uma identidade fortíssima e única no futebol, mas também limita o mercado de contratações, dificultando competir financeiramente com gigantes espanhóis. Mesmo que a LaLiga tenha regras rígidas com seu fair-play, fica difícil atualmente o clube brigar com Real Madrid, Barcelona e Atlético de Madrid.

Portanto, o Athletic Club de Bilbao briga pelas Copas, e quebrou um jejum de 40 anos ao vencer novamente a Copa do Rey em 23/24. Além disso, o ótimo trabalho de Ernesto Valverde colocou o clube novamente na UCL em 25/26.

Imagem destaque: reprodução/Athletic Club

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