Porque os jogadores rasgam o meião? Recentemente vários jogadores das grandes ligas europeias e brasileiras adotaram está “mania”, algo que no começo era visto para chamar a atenção da mídia, hoje é visto principalmente por motivos de conforto e desempenho físico. Alguns ex-jogadores relatam que as meias pressionam a região da panturrilha, pois o tecido aperta e causa desconforto, contudo, aqui vão os principais motivos:
1. Reduzir pressão na panturrilha: os meiões modernos são feitos com tecidos muito elásticos e justos. Em alguns jogadores, isso causa compressão excessiva nos músculos da panturrilha, o que pode atrapalhar a circulação ou causar cãibras. Rasgar atrás (geralmente com 1 ou 2 furos) alivia essa pressão. Normalmente, com a partida ingressando para o fim e o cansaço tomando conta, alguns atletas as abaixam para evitar a compreensão, outros por exemplo, apenas usam as meias curtas;
2. Evitar bolhas e atrito: a compressão e o suor podem causar atrito entre o meião e a pele, gerando bolhas. Os furos ajudam a ventilar e diminuir o calor nessa região. A maioria dos jogadores que fazem o furo, são os mais velozes da sua equipe, pois percorrem mais quilômetros em uma partida e também usma o drible como artimanha;
3. Uso de meias de desempenho por baixo: muitos atletas usam meias especiais de compressão ou grip socks (meias com aderência e ajudam o pé não escorregar dentro da chuteira) por baixo do meião oficial. Como as duas camadas podem apertar demais, rasgar o meião externo ajuda a equilibrar a pressão;
4. Mais liberdade de movimento: consequentemente, alguns dizem que sentem a perna “mais solta” com o meião rasgado, o que dá sensação de leveza e flexibilidade ao correr. Ou seja, o ar e o fluxo sanguíneo pode ajudar a manter o bom desempenho por mais tempo em jogos de alta intensidade, já que alivia a tensão;
Em resumo, não é por estilo (embora tenha virado tendência também), mas por questões fisiológicas e de conforto.
Porque os jogadores rasgam o meião? Exemplos de jogadores que fazem a prática
Vimos um exemplo clássico da prática na Copa do Mundo de 2002. Qual os jogadores da Inglaterra, Jude Belligham e Bukayo Saka, furaram os meiões na partida contra o Irã na fase de grupos. Partida que ambos jogaram muito bem. Contudo, Saka já fazia esta prática no Arsenal na Premier League, então algo visto como novidade em cenário mundial, não era novidade para quem acompanha as grandes ligas europeias.
Neymar também furou suas mias na Copa de 2018, prática proibida pela fornecedora do material esportivo. Por outro lado, não a evidencia cientifica que justifica os furos. No entanto, o tecido elástico dificulta e aperta sim a panturrilha das pernas, já que a pressão sanguínea é maior no local no decorrer das partidas.
Isso significa que o material fornecido aos jogadores também podem apresentar um elástico que aperte as pernas. Outros jogadores já foram vistos com os meios furados, como exemplo, Gareth Bale e Erling Haaland, como semelhança entre eles, todos possuem grande velocidade.
Como exemplo um pouco diferente, destacamos Jack Grealish. Ponta esquerda do Everton emprestado pelo Manchester City, joga em alto nível desde os tempos de Aston Villa com as meias baixas. O mesmo apresenta pernas torneadas algo que dificulta a colocação de meias maiores. Este exemplo prova que cada jogador tem seu estilo e sua melhor vestimenta e que os meios podem ser um vilão durante partidas intensas.
A FIFA e algumas ligas já discutiram proibir os cortes no meião por “motivos de uniforme”, mas desistiram porque o benefício fisiológico é real e amplamente aceito pelos departamentos médicos dos clubes.
Imagem destaque: reprodução/FIFA
