Confira todos os jogadores brasileiros no Bayern de Munique ao longo dos anos, ou seja, desde 1991, quando chegou os dois primeiros numa transferência dupla. Até a temporada 06/07, a Bundesliga tinha número limitado de vagas para estrangeiros, algo que caiu, no entanto, também aumentou o número de jogadores formados nos clubes.
Ao falar de brasileiros na história de clube, desde 1991 a presença de brasileiros no elenco. Jogadores que contribuíram com títulos, porém, o Bayern de Munique. Contudo, desde a temporada 2021–22, não a nenhum jogador brasileiro no Bayern de Munique, algo que não ocorria desde 1996–97.
Portanto, definimos todos os jogadores brasileiros da história do clube bávaro em ordem cronológica:
Bernardo e Mazinho
Chegaram em transferência dupla no verão europeu de 1991. Contudo Bernardo não obteve sucesso, deixou o clube com apenas seis, ou seja, completou apenas cinco jogos, assim o volante retornou ao Brasil para jogar pelo Internacional. Mazinho por sua vez, conseguiu um pouco mais de regularidade, marcou 16 gols em 56 jogos.
Em sua primeira temporada, o atacante marcou 12 gols em 33 partidas, contudo, temporada atípica para o clube que conhecemos hoje, pois, terminou em 10º na Bundesliga. Depois de marcar mais quatro gols na temporada seguinte, Mazinho machucou o joelho seriamente no verão de 1993 e passou um longo tempo afastado. Assim, no início de 1995, seguiu para o Japão para jogar pelo Kashima Antlers. No oriente, conseguiu seus melhores número na carreira. Logo, mais um brasileiro que não virou ídolo no clube, porém, campeão da Bundesliga em 1994.
Jorginho: Lateral direito entre 1992 e 1994, participou de 80 partidas com 6 gols marcados e ajudou na conquista do título nacional em 1994, trunfo que não vinha a três anos. Ingresso ao clube após quatro anos no Leverkusen, assim, não teve problemas para se adaptar ao futebol alemão e sua cultura. 1994 é o ano mais feliz do talentoso lateral, logo após o título alemão, ganhou a Copa(tetra) com a seleção brasileira. Assim, junto com Mazinho, ingressou em 95 ao futebol japonês sob promessa de melhores salários.
Giovane Élber:
Conhecido no clube como “atacante do samba”, se tornou ídolo no clube por suas conquistas entre 1997 a 2003, ou seja, com 266 jogos, marcou 140 gols, ganhou 4 Bundesligas, a Champions League de 2001, três Copas da Alemanha e também o Mundial de Clubes. Ficou marcado como um artilheiro nato com precisão milimétrica e se tornou o maior artilheiro estrangeiro da história do clube. Além disso, em sua última temporada(02/03), terminou pela primeira vez como artilheiro da Bundesliga com 21 gols marcados. Tanta idolatria, que está no Hall da Fama do FC Bayern.
Paulo Sérgio: na mesma época Élber, o meia atacante habilidoso ambidestro atuou de 1999 a 2002, participou de 125 partidas e marcou 34 gols. Entre os gols mais importantes, está o gol da vitória por 1 a 0 nas quartas de final da UCL, contra o Manchester United no Oll Traford. Assim, o clube chegou as semifinais e bateu o Real Madrid e ganhou nos pênaltis do Valência na grande final. Assim, participou de uma era vitoriosa. Quando Paulo Sérgio chegou aos 30 anos, o também campeão mundial de 1994, não tinha ganhado nenhum título no cenário europeu durante suas passagens pelo Bayer 04 Leverkusen e pela Roma.
Zé Roberto:
O canhoto, maestro habilidoso meio campista, jogou de 2002 e 2009, fez 248 jogos, marcou 20 gols e conquistou vários títulos. Portanto, ficou varias temporadas com empréstimo para o Santos de uma temporadas neste meio tempo. Jogador que sempre teve uma vitalidade impressionante, não a toa, se aposentou com 43 anos. Contudo, a passagem pela Alemanha é lembrada como a mais vitoriosa da carreira do atleta, pois, conquistou quatro Bundesliga e quatro Copas nacionais.
No entanto, cabe ressaltar que Zé atuava como lateral esquerdo no time tricampeão, portanto, o então técnico Ottmar Hitzfeld, pediu para o brasileiro atuar como meia em ocasiões especificas, posição que se adaptou muito bem por ser criativo.
Lúcio – zagueiro campeão do Mundo com a seleção em 2002, representava um sólido sistema defensivo, com raça e força. Atuou pelo Bayern entre 2004 e 2009, com 218 partidas. Zagueiro de passadas largas que chagava ao ataque para cabecear e finalizar, não a toa marcou 12 gols, em outras palavras, gostava de chegar ao ataque. Além disso, campeão da dobradinha nacional em três vezes.
Breno: zagueiro promissor, chegou na Alemanha em 2008 aos 19 anos após ser o a melhor zagueiro no Brasil pelo São Paulo. Teve carreira interrompida por graves questões fora de campo. Disputou apenas 33 jogos, chegou a ser emprestado ao Nuremberg não correspondeu devido a lesões e voltou ao Brasil.
Rafinha: jogador brasileiro do Bayern de Munique mais vitorioso
Lateral-direito de 2011 a 2019, com 266 jogos e dominante em títulos, ganhou 18 troféus, sendo o brasileiro com mais conquistas no clube.
O recordista entre os brasileiros, em oito anos, Rafinha, disputou 266 partidas. Número que pode ser considerado baixo, contudo, cabe salientar que disputava posição com o lendário Philipp Lahm. No entanto, o lateral direito brasileiro sempre teve qualidade técnica para ser titular, apoia muito bem e apresentou na Europa qualidades defensivas, incluindo bom posicionamento. Portanto, conquistou impressionantes 18 títulos, incluindo a tríplice coroa de 2013.
O brasileiro confiante e líder, gostava muito de uma resenha, assim, se tornou querido em todos os clubes que passou. Depois do sucesso no Bayern, ingressou ao Flamengo, onde conquistou a Copa Libertadores da América. Faz parte de um seleto grupo de brasileiros que conquistou a UCL e a Libertadores. A sede de sucesso, fez a carreira de Rapinha ser muito vitoriosa.
Luiz Gustavo: volante entre 2011 e 2013, com 100 jogos, 6 gols e peça-chave na Tríplice Coroa de 2013. Ou seja, garantiu estabilidade para o meio de campo da equipe campeã, jogador muito equilibrado, pois, se doava em campo e segurava a subida de seus companheiros de equipe, portanto, viveu seu auge nesses anos.
Dante – zagueiro de 2012 a 2015, com 133 aparições, conquistando a UCL a Bundesliga, DFB-Pokals e como diferencial perante a Luiz, o Mundial de Clubes. Mais um dos zagueiros históricos, entregava solidez, força e raça, mais um que viveu seu auge na Baviera.
Douglas Costa: ponta veloz entre 2015 e 2017, chegou do Shakhtar para ser diferente com seu repertório de dribles e gestos técnicos. Marcou 14 gols em 77 jogos numa fase que o time contava com dois pontas consolidados e ídolos, porém, não viviam seus auges físicos, estamos falando de Robben e Ribéry. Portanto, Douglas ganhou espaço com a irregularidade de ambos, mostrou seu talento e correspondeu, contudo, ficou pouco tempo, já que decidiu ingressar a Juventus.
Philippe Coutinho: um dos jogadores brasileiros no Bayern de Munique com passagem curta e vitoriosa
Meia atacante emprestado em 2019-20 pelo Barcelona. O clube catalão pagou caro pelo craque brasileiro, contudo, não correspondeu. Para diminuir custos e fazer o jogador ganhar minutos, o emprestou ao Bayern.
Com requintes de crueldade, Coutinho marcou dois gols na vitória por 8 a 2 contra o próprio Barcelona nas quartas de final da UCL na pior derrota da história do Barça.
Marcou 11 gols e deu nove assistências em 38 partidas. Na Liga dos Campeões, um dos três únicos jogadores a atuar em todas as 11 partidas da competição. Após o triunfo na Liga dos Campeões em Lisboa, Coutinho retornou à Catalunha.
Portanto, por enquanto, são treze jogadores brasileiros no Bayern de Munique ao longo dos anos.
Fontes: https://fcbayern.com/en/news/2020/11/bayerns-brazilians?
Imagem destaque: reprodução/FC Bayern München

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